Lais Myrrha

Interessam-me as imprecisões da memória e da(s) história(s), suas falhas; por um lado, a impossibilidade de restaurar o que se foi, por outro, as possibilidades abertas pelos rastros deixados ou inventados.  Procuro, nos limites de um mundo tangível, as brechas por onde possa entrever as ruínas de sua suposta permanência, o seu movimento contínuo. Exalto o lado fugidio das coisas: cada trabalho é como uma porta pela qual não se pode passar sem adentrar uma zona onde tudo se mostra movediço, evanescente, circunstancial; cada trabalho é um lugar onde relógios e espelhos, sumidouros de horas e de imagens apontam para a impermanência teimosa das palavras e das coisas.

Memorial do esquecimento, 2002-2003
Fachada subtraída, 2008
Fachada subtraída, 2008
Onde nunca anoitece
Pódio para ninguém, 2010
Pódio para ninguém, 2010 (detalhe)
Compensação dos erros
Compensação dos erros, 2007
Por um fio, 2010