João Modé

O campo de atuação da minha obra é bastante vasto. Acho que, de alguma maneira, ela busca outras formas de contato. Tem um jogo de articulações internas que acontece nas relações entre os trabalhos, entre os trabalhos e os espaços onde estes estão que tem uma conexão direta com as relações pessoais, institucionais, políticas e que são bastante complexas. Meus projetos acontecem a partir de uma vivência com o lugar e com a experiência proposta. Meu trabalho é muito processual e geralmente vou tomando decisões durante o período em que estou trabalhando e, algumas vezes, mesmo depois do dia da abertura do evento, continuo trabalhando. O trabalho tem um ritmo interno. Cada trabalho acontece dentro de uma dinâmica interna que, de alguma maneira, determina a relação com a audiência. Alguns projetos que proponho são, por natureza, para um grande público – Rede e Constelações contam com a participação do público para existirem; outros são mais intimistas, exigem um tempo, uma aproximação e uma atenção para que sejam apreendidos. É preciso que o observador entre no ritmo do trabalho. Ele trata exatamente da impossibilidade de apreender o tempo e, de uma forma oposta, do tempo acelerado que nós vivemos tentando dar conta em meio à avalanche de informações.

Excertos da entrevista do artista concedida a Regina Melim por ocasião da 28ª Bienal de São Paulo.

Amnésia distante
Constelações
Extensor. Bienal
Flor & Cavalo
Last day of magic (alone)
Love`s House, 2002
Lusco-fusco
PBSPON