Elisa de Magalhães

A pesquisa de Elisa de Magalhães gira em torno do ver a obra de arte. A artista criou um novo conceito de observação da obra de arte, ao qual ela chamou de giro. Esse giro acontece tanto para o artista, autor da obra, até mesmo no momento da feitura do trabalho, como para o espectador. A esse observador ela dá nome de expectante. O giro consiste, pois, numa transformação individual, já que depende da formação, biografia, memória, ou seja da in-formação de cada um. Como se o objeto de arte (que pode ser um objeto físico, uma ação, uma experiência artística) permitisse pequenas mudanças, alterações na psique desse observador, quase um efeito terapêutico. No entanto, a obra de arte não tem a pretensão de curar. O conceito de giro foi criado a partir da experiência de atelier da artista, na observação e feitura de seu próprio trabalho, no qual cruza obras literárias e teóricas, e foi desenvolvido através de conversas com artistas e na observação de espectadores experenciando obras de arte. Sua pesquisa na área do ver a obra de arte e do estar na experiência artística, sustenta-se na filosofia, de Michel Foucault e Jacques Derrida, principalmente, e na psicanálise, sobretudo a teoria do Revirão, de M.D.Magno.

A Vida dos Outros - Parque Lage, 2009 / 2011. Local: Paço da Artes / São Paulo, 2011. Labririnto. Fotos: Elisa de Magalhães. Instalação: fotos Wilton Montenegro. Edição: Laura Magalhães.
Pulsos, 2005. Vídeo.
Série Do Sublime, 2001. Fotografia pinhole, 4 imagens.
Todo Pensamento emite um Lance de dados, 2003. Instalação.
Hipótese / Franz Weissmann, 2006. Vídeo.